Resumo
O VII Seminário Online Preparatório para a SMAM 2026 reuniu participantes de 60 cidades, 16 estados brasileiros e 4 países em 3 dias de aprendizado, atualização científica e troca de experiências sobre aleitamento. A programação abordou temas como inteligência artificial, cuidados orofaciais, prematuridade, paternidades, sustentabilidade, Bancos de Leite Humano, Hospital Amigo da Criança, EAAB como uma experiência exitosa da Atenção Primária. O evento também contou com a participação da sociedade civil, representada pelo LeME e pela Prematuridade.com e uma emocionante conferência musical com Dan Sonora. O Seminário reafirmou a importância das redes de apoio, das políticas públicas e das ações baseadas em evidências para fortalecer o que funciona em favor da amamentação.
Com satisfação desde o ano 2000 o portal www.aleitamento.com realiza esse evento sobre o tema da Semana Mundial de Aleitamento proposta pela WABA. Esse ano, aconteceu nos dias 18 e 19 à noite e 20 de junho manhã e tarde. Contou com a participação de dezenas de profissionais de variada formação, de 60 cidades de vários estados e 4 países: Angola, Cabo Verde, Brasil e Portugal. Vamos tentar resumir para vocês o que rolou.

Inteligência artificial
A conferência de abertura do VII Seminário Online Preparatório para a SMAM 2026 foi ministrada pelo pesquisador Dr. Cristiano Boccolini (ICICT/Fiocruz), que abordou o tema “Inteligência Artificial & Aleitamento: riscos, influência digital e oportunidades para a proteção”.
A apresentação discutiu como a Inteligência Artificial vem transformando a forma como as famílias acessam informações sobre amamentação, saúde infantil e alimentação de lactentes. Embora essas ferramentas possam ampliar o acesso ao conhecimento e facilitar a comunicação de evidências científicas, também podem reproduzir vieses, disseminar informações incorretas e influenciar decisões relacionadas ao aleitamento materno.
O conferencista destacou o crescente uso de algoritmos e estratégias de marketing digital por fabricantes de fórmulas infantis, alimentos ultraprocessados e produtos que competem com a amamentação, muitas vezes direcionando mensagens personalizadas para gestantes, mães e familiares nas redes sociais.
Como exemplo de inovação para o monitoramento dessas práticas, foi apresentado o DigiCODE, plataforma que utiliza inteligência artificial para identificar, organizar e monitorar conteúdos digitais potencialmente relacionados a infrações ao Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e a NBCAL. O sistema coleta informações públicas de múltiplas plataformas e apoia a vigilância das estratégias de marketing digital.
A conferência concluiu que a IA pode ser uma importante aliada da saúde pública, desde que utilizada com transparência, supervisão humana e compromisso com a proteção do aleitamento.
Cuidados orofaciais
Na segunda conferência da noite, a fonoaudióloga e pesquisadora Dra. Maria Teresa Cera Sanches abordou o tema “Prevenção e cuidados orofaciais para o sucesso do início da amamentação: atuação da Fonoaudiologia”.
A palestrante destacou que, embora a amamentação seja um processo fisiológico, seu sucesso depende da adequada integração entre as estruturas anatômicas e as funções orais do recém-nascido. Alterações no sistema estomatognático, dificuldades de sucção e problemas relacionados à pega podem comprometer a transferência de leite, causar dor e lesões mamilares, favorecer o baixo ganho ponderal do bebê e aumentar o risco de desmame precoce.
A conferência enfatizou a importância da avaliação precoce das funções orais do recém-nascido, permitindo a identificação e intervenção oportunas diante de possíveis desequilíbrios orofaciais. Foram discutidos aspectos da fisiologia da sucção, da coordenação sucção-deglutição-respiração e das habilidades necessárias para uma alimentação eficiente e segura.
A Dra. Teresa também alertou para os riscos decorrentes de orientações inadequadas e do uso indiscriminado de dispositivos que podem interferir no desenvolvimento das funções orais, ressaltando a necessidade de condutas baseadas em evidências científicas.
Por fim, destacou o papel estratégico da Fonoaudiologia nas equipes interdisciplinares de atenção materno-infantil, contribuindo para o diagnóstico precoce, o aconselhamento às famílias e a construção de estratégias individualizadas que favoreçam o estabelecimento e a manutenção da amamentação.
LeME – Leite Materno na Escola
A primeira conferência do segundo dia do VII Seminário Online Preparatório para a SMAM 2026 foi apresentada pela equipe do LeME, organização da sociedade civil que atua na promoção, proteção e apoio à amamentação em creches e Centros de Educação Infantil (CEIs), especialmente no município de São Paulo.
Com o tema “Que nenhuma mulher precise escolher entre amamentar e trabalhar”, as palestrantes apresentaram a trajetória do LeME desde sua criação, em 2018, destacando o trabalho desenvolvido para transformar creches e escolas em ambientes acolhedores às famílias que desejam manter a amamentação após o retorno ao trabalho. A apresentação demonstrou que a continuidade do aleitamento não depende apenas da decisão individual da mulher, mas também da existência de redes de apoio e de ambientes institucionais favoráveis.
Foram compartilhadas diversas estratégias implementadas pelo projeto, incluindo ações de sensibilização com educadores, oficinas sobre extração e armazenamento de leite humano, produção de materiais educativos, grupos de apoio às famílias e articulação entre os setores da saúde, educação e sociedade civil.
A equipe ressaltou que muitas mães interrompem a amamentação precocemente por falta de suporte nos espaços educativos frequentados por seus filhos. Nesse contexto, o LeME propõe uma mudança cultural que reconheça a amamentação como um direito da criança, da mulher trabalhadora e da sociedade. A iniciativa também atua na formulação de políticas públicas e na disseminação de boas práticas para que municípios e instituições possam implementar ações semelhantes.
A mensagem central da conferência foi clara: promover a amamentação exige a construção de uma rede de cuidado compartilhada, capaz de integrar famílias, profissionais da educação, profissionais de saúde, gestores e a comunidade. Somente assim será possível garantir que nenhuma mulher seja obrigada a escolher entre amamentar seu filho e exercer sua atividade profissional.
E os Prematuros?
Encerrando o segundo dia do VII Seminário, Denise Suguitani, Diretora Executiva da ONG Prematuridade.com, apresentou a conferência “Prematuridade: precisamos falar sobre isso?”.
A palestrante destacou que a prematuridade permanece como uma das principais causas de morbimortalidade neonatal e que a proteção do aleitamento é um dos pilares fundamentais para a sobrevivência e o desenvolvimento dos recém-nascidos prematuros. Ressaltou que, nos primeiros dias de vida, mesmo pequenas quantidades de colostro possuem elevado valor biológico, fornecendo fatores imunológicos e de proteção essenciais para esses bebês mais vulneráveis.
A conferência enfatizou a importância da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, do contato pele a pele precoce e do Método Canguru como estratégias capazes de aumentar as taxas de amamentação, fortalecer o vínculo familiar e melhorar os desfechos clínicos dos prematuros.
Denise também abordou os desafios emocionais enfrentados pelas famílias, destacando que sentimentos como medo, culpa, insegurança e exaustão podem interferir diretamente na lactação e no cuidado ao bebê. Nesse contexto, o apoio profissional qualificado, a escuta empática e a continuidade do acompanhamento após a alta hospitalar tornam-se determinantes para o sucesso da amamentação.
Por fim, apresentou a atuação da sociedade civil organizada, especialmente da ONG Prematuridade.com, na mobilização de famílias, no fortalecimento das políticas públicas e na defesa dos direitos dos prematuros. A mensagem central da conferência foi que nenhum bebê prematuro é amamentado apenas pelo esforço individual de sua mãe: são necessárias famílias apoiadas, equipes capacitadas, redes de atenção articuladas e políticas públicas efetivas para garantir as melhores oportunidades de sobrevivência e desenvolvimento.
Os superpoderes do Leite Humano
A conferência de abertura do terceiro dia foi ministrada pela nutricionista argentina Jesica Diaz, especialista em Nutrição Pediátrica e integrante do Serviço de Neonatologia do Hospital Novo Iturraspe, em Santa Fé. Em sua apresentação, intitulada “Leite Humano na Prática Clínica: Estratégias Nutricionais no Paciente Neonatal Complexo”, a palestrante trouxe uma atualização abrangente sobre as mais recentes evidências científicas relacionadas ao uso do leite humano (LH) em recém-nascidos prematuros e clinicamente complexos.
Com base em estudos publicados nos últimos anos, Jesica destacou que o LH deve ser considerado muito mais do que um alimento: trata-se de um fluido biológico vivo, capaz de modular a resposta imunológica, reduzir processos inflamatórios, favorecer a maturação intestinal e contribuir para melhores desfechos clínicos a curto e longo prazo. Foram apresentados avanços recentes sobre os componentes bioativos do LH, incluindo fatores imunológicos, oligossacarídeos, microbiota e células vivas, reforçando seu papel na prevenção de infecções, enterocolite necrosante e outras complicações frequentes na prematuridade.
A conferencista também discutiu estratégias para otimizar a nutrição neonatal baseada em LH, abordando aditivos, individualização do cuidado nutricional e desafios enfrentados pelas equipes multiprofissionais nas unidades neonatais. A apresentação evidenciou que investir na oferta de LH continua sendo uma das intervenções mais eficazes para melhorar a sobrevivência, o desenvolvimento e a qualidade de vida dos recém-nascidos mais vulneráveis.
DF Amigo da Amamentação
A pediatra Dra. Miriam Santos apresentou uma inspiradora trajetória da construção e consolidação das políticas de aleitamento no Distrito Federal, demonstrando como planejamento, continuidade administrativa e trabalho em rede podem transformar uma causa em política pública de Estado.
A conferência percorreu uma linha do tempo iniciada ainda na fundação de Brasília, destacando marcos históricos como a implantação do primeiro Alojamento Conjunto do Brasil, em 1971, a criação de Bancos de Leite Humano, a expansão da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, a implantação da Estratégia Amamenta Alimenta Brasil, a atuação pioneira do Corpo de Bombeiros na coleta domiciliar de leite humano e a construção de uma sólida rede de proteção legal e apoio às famílias.
Mais do que apresentar números e datas, Miriam enfatizou que o sucesso do DF é resultado da integração entre gestores, profissionais de saúde, universidades, sociedade civil, órgãos governamentais e instituições parceiras, todos comprometidos com um objetivo comum: proteger, promover e apoiar a amamentação.
Os resultados refletem esse investimento contínuo. Dados recentes mostram índices de aleitamento materno exclusivo e continuado superiores às médias nacionais, consolidando o DF como uma das principais referências brasileiras na área.
A conferência deixou uma mensagem poderosa: políticas públicas duradouras são construídas coletivamente, e o maior desafio é formar novas gerações de lideranças capazes de manter vivo esse legado em favor das crianças, das famílias e da saúde pública.
Brasília tornou-se uma referência não por uma ação isolada, mas pela articulação de múltiplas estratégias de apoio ao aleitamento ao longo de 6 décadas.
Xote da Amamentação
Encerrando a programação da manhã, o Seminário proporcionou um momento especial de arte, emoção e celebração com a participação da musicista e compositora Dan Sonora. Com sua sensibilidade e profunda conexão com a cultura popular, a natureza e a maternidade, Dan trouxe uma apresentação musical que emocionou as participantes e reforçou a dimensão afetiva do aleitamento.
Formada em Música pelo CEM Tom Jobim, a artista apresentou o “Xote da Amamentação”, composição que celebra a amamentação como expressão de amor, cuidado, vínculo e continuidade da vida. Por meio de uma linguagem poética, a canção retrata a força da maternidade, a intimidade do ato de amamentar e a profunda conexão entre mãe-bebê.
A apresentação lembrou que a amamentação vai além dos benefícios nutricionais e imunológicos, constituindo também uma experiência humana, cultural e emocional. Em um seminário marcado por evidências científicas e políticas, Dan Sonora trouxe a arte como linguagem complementar, reafirmando que apoiar a amamentação também significa valorizar o afeto, a cultura e os vínculos que alimentam a vida.
Sofia Feldman – Hospital Amigo da Criança
Na abertura da programação da tarde, a enfermeira obstétrica Cintia Ribeiro apresentou a experiência do Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte, uma das mais reconhecidas referências brasileiras em atenção materno-infantil humanizada e promoção do aleitamento materno. Instituição filantrópica com atendimento 100% SUS, o hospital é considerado a maior maternidade e unidade neonatal de Minas Gerais, sendo referência nacional e internacional em assistência humanizada à mulher e ao recém-nascido.
A conferencista destacou como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) está incorporada à cultura institucional desde 1995, articulando os 10 Passos para o Sucesso do Aleitamento, o cumprimento da NBCAL, o Cuidado Amigo da Mulher e as diretrizes da atenção neonatal. O modelo assistencial valoriza o protagonismo da mulher, o contato pele a pele ao nascimento, a amamentação na 1ª hora de vida, o alojamento conjunto, a livre demanda e o apoio especializado à lactação.
Também foram apresentados os diferenciais do hospital, como o Banco de Leite Humano, o Método Canguru, a assistência neonatal de alta complexidade e a atuação de equipes multiprofissionais comprometidas com práticas baseadas em evidências científicas. A experiência do Sofia demonstrou que é possível conciliar excelência técnica, humanização do cuidado e elevadas taxas de apoio ao aleitamento, consolidando-se como um modelo inspirador para maternidades de todo o Brasil.
Vamos fortalecer o que funciona?
Na conferência “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, tema oficial da Semana Mundial de Aleitamento 2026, o pediatra, docente da UFRJ Prof. Marcus Renato apresentou uma reflexão sobre a trajetória da SMAM ao longo de seus 34 anos e os desafios atuais para a proteção do aleitamento. A apresentação destacou que o tema de 2026 convida profissionais, gestores e sociedade civil a identificar, valorizar e ampliar as iniciativas que já demonstraram resultados positivos na promoção, proteção e apoio à amamentação.
O conferencista discutiu a relação entre aleitamento, sustentabilidade, segurança alimentar, redução da pobreza e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, ressaltando que o leite humano é uma estratégia simultaneamente ecológica, econômica, socialmente justa e cientificamente comprovada. Também enfatizou a importância da chamada “cadeia calorosa de apoio”, envolvendo famílias, profissionais, serviços de saúde, locais de trabalho e políticas públicas.
Como exemplos de ações exitosas, destacou a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, os Bancos de Leite Humano, o Método Canguru, a NBCAL, a EAAB, a IUBAAM e iniciativas voltadas à proteção da nutriz trabalhadora e ao envolvimento paterno. A principal mensagem da conferência foi que fortalecer o que funciona significa investir em políticas públicas baseadas em evidências e em redes de apoio capazes de garantir a todas as crianças um começo de vida mais saudável, sustentável e equitativo.
Aleitamento na rede básica – um bom exemplo
A penúltima conferência do nosso evento apresentou uma experiência concreta de fortalecimento do aleitamento na Atenção Primária à Saúde. A nutricionista e docente Dra. Jussara Pessoa relatou a implementação da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB) no município de Limoeiro-PE, iniciativa posteriormente reconhecida e premiada no Congresso do CONASEMS.
A experiência envolveu 6 equipes de Saúde da Família e 59 profissionais de saúde, que participaram de oficinas educativas, grupos de estudo, rodas de conversa, elaboração de fluxogramas de cuidado e construção de planos de ação voltados à promoção do aleitamento e da alimentação complementar saudável. A metodologia adotada privilegiou a educação crítico-reflexiva e a participação ativa das equipes.
Os resultados demonstraram impacto significativo na qualificação do cuidado. Houve aumento do conhecimento dos profissionais, maior confiança para orientar famílias, ampliação das ações educativas e incremento de aproximadamente 18% no número de mães que relataram receber orientações sobre aleitamento e alimentação complementar. Também foram observadas melhorias nos indicadores do SISVAN e no consumo alimentar infantil, com mais ingestão de verduras e redução do consumo de ultraprocessados.
A apresentação mostrou que, quando apoiada pela gestão e pelas equipes locais, a EAAB é capaz de transformar práticas profissionais e produzir resultados concretos na saúde das crianças e de suas famílias.
Paternar é preciso!
A conferência de encerramento do VII Seminário foi apresentada pela nutricionista Angelita Herrmann, consultora do Instituto Promundo, que provocou uma importante reflexão ao abordar o tema “Paternidade & Amamentação: por que essa questão nunca foi tema de uma SMAM?”.
Partindo de uma análise histórica dos temas da Semana Mundial de Aleitamento ao longo de mais de 3 décadas, a palestrante observou que, embora a amamentação seja frequentemente apresentada como uma responsabilidade compartilhada, a figura paterna permanece pouco visível nas campanhas, políticas e estratégias de promoção do aleitamento.
A conferência destacou evidências científicas que demonstram a influência positiva da participação ativa dos pais no estabelecimento e na manutenção da amamentação. Segundo dados apresentados pelo Instituto Promundo, territórios com maiores índices de envolvimento paterno apresentam melhores indicadores de saúde infantil e maiores taxas de aleitamento. O apoio do parceiro também contribui para reduzir o estresse materno, fortalecer a saúde mental da mulher e diminuir o risco de desmame precoce.
Angelita também discutiu os avanços recentes na legislação brasileira relacionados à licença-paternidade e defendeu a incorporação do conceito de “paternar” nas políticas públicas voltadas à primeira infância. A principal mensagem da conferência foi que promover a amamentação exige reconhecer os pais como protagonistas do cuidado, fortalecendo a corresponsabilidade familiar e ampliando as redes de apoio às mulheres e aos bebês.
Livros sorteados
Encerramos o VII Seminário Online Preparatório para a SMAM 2026 após 3 dias de intenso aprendizado, troca de experiências e inspiração. Parabenizamos os ganhadores dos livros sorteados:
Dr. Luis Tavares (RJ) ganhou um exemplar do “LEITE FRACO? – Guia prático para uma amamentação sem mitos”. Nosso agradecimento à autora Gabrielle Gimenez e à Editora Matrescência e Dra. Andrea Barbosa (MG) levou o 📖 “Amamentação – Bases Científicas” (5ª edição – versão digital). Agradecemos os organizadores pela gentileza.
As gravações continuam disponíveis para novas inscrições em www.agostodourado.com.
Agradecemos a todas as participantes e já deixamos o convite: em junho de 2027 nos encontraremos novamente no VIII Seminário Online Preparatório para a SMAM.