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Uma MENSAGEM (Materno-Infantil) de NATAL

Por: Dr. Luis Alberto Mussa Tavares

Aos familiares e aos bebês internados na UTI Neonatal Nicola Albano


Aqui estamos,

De longe viemos...

Um longo e cansativo itinerário...

Foram inúmeras as vezes que choramos,

Foram inúmeras as dores que sofremos,

E, no entanto

Tudo parece ter sido Absolutamente necessário

Para que chegássemos até aqui:

As lágrimas, a aflição, o desespero,

As noites intermináveis sem dormir,

Os descaminhos sem sol por que passamos

E as fraquezas de quase desistir...

Tudo absolutamente necessário

Para que acabássemos por descobrir

Tantas lições de vida, acolhimento,

Amparo, apoio, sustentação,

Solidariedade abrandando o sofrimento,

Perseverança alimentando o coração...

Tudo absolutamente necessário,

E imaginar que imaginávamos o contrário

Quando a nossa vida cuidou de desabar...

Tudo em volta, de repente, sem sentido...

Faltou o chão, de repente, de pisar...

Foram dias inteiros tentando descobrir

E noites sem dormir nem acordar...

Um sofrimento diário

E, no entanto

Parece que absolutamente necessário

Para que mobilizássemos nossas energias

Por dias e dias e dias e dias

E muitas vezes

Até por meses

Entre tomografias e ultra-sonografias,

Entre hipoglicemias e hiperglicemias,

E anemias e arritmias

E outros tantos sinônimos de dor...

Fomos bordando assim nosso calvário

E hoje

Parece que tudo

Foi absolutamente necessário

E nada absolutamente sem valor...



Porque a fraqueza nos fez fortalecidos,

A dor nos desenhou mais resistentes,

As ameaças tornaram-nos mais vivos

E tanta angustia, mais persistentes...



Tocaram-nos o afetos dos queridos:

Esposo, esposa, pais, irmãos, parentes...

Luzes para que não quedássemos perdidos,

Sustento para que não tombássemos descrentes...



E a dor que nos fez tantas vezes tão sozinhos,

Atormentando nossos caminhos,

Fazendo nosso coração passar tão mal,



É a mesma dor, condição transformadora,

Que com sua força renovadora

Nos traz aqui, nesse dia de Natal...



E a mesma dor que nos fez tão diminuídos

É a dor que nos tornou fortalecidos

E nos mostrou o caminho de saída,



E a mesma dor que tentou-nos derrotados

É a dor que nos traz hoje renovados

Valorizando mais que nunca a própria vida...



E a vida como uma dádiva sagrada

É o bem maior que em sua caminhada

Os nossos filhos vão preservando...

Vão resistindo, heróis, a tempestades,

Saindo ilesos de calamidades,

Salvando-se de enormes vendavais...



E a vida como uma graça alcançada

Por cada um deles nessa jornada

É o bem maior que cada um vai conquistando,

Vestidos de esperanças e vontades,

Superando, como heróis, dificuldades,

Conquistando, com sua dor, a própria paz...



Aqui estamos

Foi como se o coração parasse o calendário

E o tempo desistisse de passar...

E, no entanto

Tudo parece ter sido absolutamente necessário

Para que chegássemos

A essa hora

E hoje, a esse dia,

Completa e inteiramente renovados

Dispostos como nunca a continuar...



Crescemos

Com a dor que enfrentamos, amadurecemos,

Amadurecidos, aprendemos a compartilhar

A nossa dor com a dor de toda gente,

E foi isso que nos fez seguir em frente

E nos deu força pra perseverar...



Crescemos

A dor que um dia nos fez sentir pequenos

Foi a mesma que nos ensinou a caminhar...

Uma lição de se aprender diariamente...

Uma lição de durar eternamente...

Um aprendizado que se chama amar...


Amig@s da L-materno@ e da L-canguru@


 


Encaminho a vocês o poema onde leio sobre as imagens dos bebês que capturo quase diariamente na minha tarefa.


Antes que os amigos se assustem, devo advertir aos que se dispuserem a assisti-lo que há algumas fotos de bebes usando bicos e mamadeiras.


É norma da Unidade e não posso discriminar a vida e a imagem desses bebes justo no momento em que a humanidade comemora o nascimento daquele que nos pediu que amassemos uns aos outro do mesmo modo como fomos amados por ele.


Peço que não se irritem, portanto com essas pequenas borrachinhas.


Neste tempo de Natal elas não maculam esses pequenos anjos mais do que macularia um olhar discriminatório.


Espero que gostem do video-poema.


Foi minha homenagem às mãezinhas e seus lindos filhos.


Última atualização: 24/12/2008

 

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