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Até quando amamentar?

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho

Esta é uma questão que angustia muitas mães, pais, profissionais de saúde; causa de polêmica pelos aspectos fisiológicos, culturais, psicológicos, sexuais, comerciais envolvidos...

Atualmente estamos recuperando a cultura da Alimentação ao Seio e respaldados por estudos científicos recomendamos que o aleitamento materno se dê de forma exclusiva até os 4-6 meses, de acordo com o crescimento e desenvolvimento do bebê e as condições de vida e trabalho da mulher. Preconizamos que nenhum outro leite seja introduzido, e que o bebê “vá do peito para os alimentos da família” ; ou seja as mamadas ao seio continuam pelo menos no café-da-manhã e à noite (ceia e de madrugada). O ideal que esta “dieta” se prolongue durante o segundo ano de vida, por possibilitar uma proteção imunológica inigualável e uma fonte riquíssima de proteínas de alto valor biológico, de vitaminas – principalmente A e C, de energia (calorias) que lhe permitirá um crescimento ótimo, mesmo com uma frequência grande de infecções respiratórias agudas, diarreias e viroses tão comuns neste período...
“Todos os lactentes deveriam ser alimentados exclusivamente ao peito desde o nascimento até os 4-6 meses de idade. Posteriormente as crianças deveriam seguir sendo amamentadas, recebendo ao mesmo tempo alimentos complementares apropriados e em quantidades suficientes, até os 2 anos ou mais.”
OMS/UNICEF – Declaração de Innocenti – 1 de agosto de 1990.

O desmame é um processo que se inicia quando além do Leite Materno um outro alimento é dado, e se completa quando se cessa totalmente a alimentação ao seio. É um momento de “crise” familiar, no sentido de que significa uma nova forma de relacionamento entre mãe e bebê – muitas vezes ela tem dificuldade de dar outros alimentos (porque é uma nova habilidade que precisa ser aprendida) e ele necessita se alimentar de uma nova forma, aprendendo a receber pela colher alimentos pastosos, mastigar e deglutir, e entender que apesar do “não seio”, não está sendo rejeitado por sua mãe.
A amamentação significa alimento, carinho e comunicação, e o desmame é um fase de aprendizagem mútua para chegar a estas 3 coisas sem o peito.
Carlos Beccar Varela

Na nossa sociedade, atualmente ainda é mal visto os bebês maiores de um ano estarem mamando no peito. A pressão social do marido, das avós, das amigas e às vezes até do pediatra deixam a mãe insegura. Acusam-na de que o bebê irá se atrasar em seu desenvolvimento e que se tornará um “materno-dependente”... Esta mensagem além de geradora de culpa é uma falácia: os bebês amamentados no segundo ano de vida, com a introdução correta e oportuna dos alimentos complementares são mais maduros e independentes que os demais. Com o desenvolvimento da criança, a necessidade de maternagem não diminui tanto, somente se transforma.

Evite o desmame abrupto ele é extremamente traumático para toda a família e isto ainda é comum: algumas mães deixam de dar o peito de uma hora para outra, com soluções drásticas como dormir fora, ou aplicar produtos desagradáveis nos seios. Quando perde o peito de repente, o bebe se sente desolado, sofrendo uma perda, e a mulher, se não ordenha os seus seios com regularidade nesta fase pode ocorrer obstruções, ingurgitamento que podem se complicar evoluindo para uma mastite.

O desmame deve ser natural, consensual, acordado entre mãe-bebê-pai, isto é, haverá um tempo e um ritmo próprio, um período da vida da mãe e do bebê em que ambos aprendem a dar e receber comida, aconchego e se comunicarem de uma maneira nova, que não com os seios. Evite iniciar este processo em um momento de vida conturbado, ou seja, ao inicia-lo na pré-escola, quando você volta ao trabalho, separação dos pais, no caso dele ou algum familiar estiver enfermo... ou qualquer situação de grande mudança...

No segundo ano de vida a criança necessita de outros estímulos: brincar, cantar, dançar... adquire destrezas motoras, e começa o linguajar – que é uma poderosa ferramenta de comunicação afetiva. Quando uma criança está em um ambiente seguro, rico em estímulos, recebe carinho e atenção também do pai, ele está mais apto ao desmame total com facilidade.

Caso a criança não dá sinais de querer desmamar-se e o casal decide que “a hora é esta”, tente aplicar alguns conselhos que adaptamos da La Leche League International:
DICAS PARA AJUDAR A MÃE QUE DESEJA O DESMAME TOTAL

1. Não recuse dar o peito, mas também não o ofereça. Esta técnica permite uma redução gradual no número de mamadas, sem forçar e sem magoar ambos. Pode não ser suficiente, e aí você tem que adotar novos passos.

2. Entre em um acordo com o seu filho sobre onde e quando pode amamentá-lo. Por exemplo: limite as mamadas a lugares privados de sua casa ou na casa de amigos.

3. Procure diminuir a duração de cada mamada. Depois de uma mamada curta, dê a seu filho um brinquedo interessante ou sugira alguma atividade que ele particularmente goste.

4. Distraia seu filho antes do momento acostumado de mamadas pouco importantes. Isto traz inovação e requer ajuda do pai ou de algum outro familiar. Os pais podem apresentar distrações muito interessantes. As mamadas mais importantes, como a de antes de dormir, são as últimas a serem deixadas.

5. Comece a evitar os lugares favoritos do bebê, tradicionais de amamentá-lo.

6. Reforce e premie (sem fazer chantagem) cada não mamada. Um alimento favorito, um passeio na praça, uns abraços extras ou agradecer-lhe todo o seu carinho, reforça a amamentação e acelera o processo de desmame total.

7. Diga claramente a ele que você não quer dar mais o peito, que ele já é um menino crescido, quase um homenzinho e não fica bem mamar no peito, porque isto é coisa de bebês. Esclareça que você continuará amando-o muito e dando atenção e carinho a ele – eles entendem bem. Pergunte a ele, o que ele acha disso.
Referências:

    Varela, C B – “Lactancia feliz – como prepararse para amamantar a su hijo” Grupo Editorial Planeta, Buenos Aires, 1995.
    Varela, CB – “Destete” in Lactancia Materna – guia profesional, Buenos Aires, Doyma Editorial, 1993
    Froelich, E – “Algumas ideas sobre el destete”
    Riordan, J – “Weaning” in A practical guide to Breastfeeding. St. Louis, The C.V. Mosby Company, 1983.
    Mohrbacher, N & Stock, J. – “Weaning” in Breatfeeding Answer Book. Franklin Park, Illinois, La Leche League International, 1991.

 


Última atualização: 31/5/2011

 

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