Aleitamento.com
AmamentaçãoMãe CangurúCriançasCuidado PaternoHumanização do PartoBancos de Leite Humano Espiritualidade & Saúde DireitosProteçãoPromoçãoILCA / IBCLCConteúdo ExclusivoTV AleitamentoGaleria AMNotíciasEventosSites e BlogsLivrariaCampanhas
 
Faça seu login e utilize ferramentas exclusivas. Se esqueceu a senha, acesse o "cadastre-se" e preencha com seu e-mail.

\ Amamentação \ Pesquisas \ Artigo

ALEITAMENTO EXCLUSIVO reduz TRANSMISSÃO da AIDS

Por: France Press + Marcus Renato de Carvalho

Leite materno reduz contágio por HIV
 
Amamentação exclusiva com leite diminui taxa de infecção mãe-filho.
Estudos feitos na província sul-africana mais afetada pela AIDS.

   

 

Culpabilizando a nutriz

 

 

As mulheres infectadas pelo HIV, que amamentam exclusivamente seus filhos -- e não parcialmente -- podem reduzir de maneira significativa o risco de transmitir o vírus da AIDS para as crianças, revela um estudo que será publicado na edição desta sexta-feira (30) da revista científica "The Lancet".

Embora a promoção da amamentação seja um grande dilema para os envolvidos na prevenção da AIDS, os dados do primeiro teste focado na relação entre a alimentação infantil e a transmissão mãe-filho do HIV, realizada por dois cientistas sul-africanos, foram tão irrefutáveis que levaram a uma revisão das diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a prevenção da AIDS em recém-nascidos.

Em geral, a amamentação é recomendada universalmente, pois o leite materno contém nutrientes vitais que não podem ser encontrados na comida. Além disso, em países pobres onde as reservas de água podem estar poluídas, uma criança pode ser exposta à diarréia potencialmente fatal na ingestão da fórmula infantil, ou à desnutrição, se o alimento substitutivo do leite materno for pobre em vitaminas e proteínas.

No caso de mães infectadas pelo HIV, a amamentação também pode servir, porém, de vetor de transmissão do vírus para a criança. Até agora, este risco de transmissão pós-natal era considerado muito alto: entre 10% e 20%. Segundo a agência Unaids, da ONU, a cada ano, mais de 300.000 crianças são infectadas com o vírus da imunodeficiência humana depois do nascimento.

O artigo diz, entretanto, que estas estimativas de risco não distinguiam entre a amamentação exclusiva e a alimentação mista, na qual a criança é parcialmente amamentada e parcialmente alimentada com comida sólida ou fórmula infantil.

Eles recrutaram grávidas atendidas em clínicas pré-natais em KwaZulu-Natal, a província sul-africana mais afetada pela AIDS. A maioria das mulheres foi incluída em um grupo que apenas amamentou seus filhos e receberam aconselhamento para fazê-lo. As outras foram incluídas em dois outros grupos: o primeiro, de alimentação mista, e o segundo, que adotou exclusivamente comida ou fórmula infantil para alimentar os filhos. Elas também receberam aconselhamento.

Depois de três meses, a taxa de infecção por HIV entre o grupo que amamentou exclusivamente foi de 4,04%. Entre o grupo que fez uso da alimentação mista, os bebês que receberam a fórmula láctea junto com leite materno se mostraram duas vezes mais propensos à infecção por HIV. E aqueles que se alimentaram com comida sólida -- normalmente mingau de cereais -- se revelaram 11 vezes mais propensos à infecção do que o grupo exclusivamente lactente.

Além disso, a taxa de mortalidade aos três meses entre os bebês alimentados somente com leite materno foi de 6,1%, enquanto a dos que receberam alimentação substitutiva, de 15,1%. Um dos principais autores do estudo, Nigel Rollins, da Universidade de KwaZulu-Natal, disse que os motivos de a alimentação mista representar um risco maior de infecção ainda precisam ser investigados.

Uma das causas levantadas é que as proteínas encontradas na fórmula láctea aumentam a vulnerabilidade do organismo da criança ao HIV, afirmou. Ao todo, 1.372 crianças foram acompanhadas no estudo, 83% das quais pertenciam ao grupo alimentado exclusivamente com leite materno.

O artigo é um dos três grandes estudos examinados em outubro passado por um painel de especialistas da OMS, que sugeriu mudanças nas diretrizes de amamentação da organização, estabelecidas em 2000.

Estas diretrizes recomendam às mulheres infectadas com HIV que amamentem exclusivamente seus bebês nos primeiros seis meses de vida, a menos que haja disponibilidade de comida substitutiva de boa qualidade, segura e acessível. Quando este alimento substitutivo estiver disponível, a mãe deve adotá-lo por completo e parar de amamentar a fim de impedir o risco de infecção.

 

CONFIRA:

The Lancet 2007; 369:1107-1116

Article

 

Mother-to-child transmission of HIV-1 infection during exclusive breastfeeding in the first 6 months of life: an intervention cohort study

 

Prof Hoosen M Coovadia MD a,   Prof Nigel C Rollins MD   b c  ,   Ruth M Bland MB c,   Kirsty Little MSc d,   Prof Anna Coutsoudis PhD b,   Michael L Bennish MD e   and   Prof Marie-Louise Newell PhD c d

 

Interpretation

The association between mixed breastfeeding and increased HIV transmission risk, together with evidence that exclusive breastfeeding can be successfully supported in HIV-infected women, warrant revision of the present UNICEF, WHO, and UNAIDS infant feeding guidelines.

 

LEIA MAIS aqui no www.aleitamento.com

MÃES HIV+ na ÁFRICA - AMAMENTAM. ÚLTIMA CONSULTA TÉCNICA da OMS, UNICEF...

 

Foto: Agressiva campanha alemã contra a AIDS que culpa as mães e a amamentação, a foto tem como titulo

“o queixo do avô, os olhos do pai e AIDS da mãe”.

 Enviada por Natália Fialho para a L-materno@

 
 
 


Última atualização: 2/2/2011

 

Curtir

Comentários


Essa é uma área colaborativa, por isso, não nos responsabilizamos pelo conteúdo. Leia nossa Política de Moderação.
Caso ocorra alguma irregularidade, mande-nos uma mensagem.

 

Depoimentos

Gostou do site? Ele te auxiliou em algum momento? Deixe seu depoimento, assine nosso livro de visitas! Clique aqui.

Quem Somos | Serviços | Como Apoiar | Parceiros | Cadastre-se | Política de Privacidade/Cookie/Moderação | Fale Conosco
O nosso portal possui anúncios de terceiros. Não controlamos o conteúdo de tais anúncios e o nosso conteúdo editorial é livre de qualquer influência comercial.
Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao navegar no mesmo, está a consentir a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade/Cookie.
24 Ano no ar ! On-line desde de 31 de julho de 1996 - Desenvolvido por FW2 Agência Digital