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AMAMENTAÇÃO: PRIORIDADE do PLANO NACIONAL de SAÚDE

Por: Carla Ribeiro - Jornal da Madeira, Portugal, 13/05/2007

Em PORTUGAL o ALEITAMENTO MATERNO será prioritário! 

 

OMS estipula uma meta para 2010:

50% dos bebês serão amamentados exclusivamente até os 6 meses

 Trabalho materno tira tempo para o aleitamento

 

 A Organização Mundial de Saúde preconiza que até 2010, 50% dos bebês terão sido exclusivamente amamentados até aos seis meses. Estima, inclusive, que a amamentação poderá vir a prolongar-se nas crianças até aos 2 anos ou mais.
Esta preocupação com o aleitamento materno é também uma das prioridades do Plano Nacional de Saúde, uma vez que em Portugal, a amamentação exclusiva (sem adição de água, chás, sucos...) se situa em valores muito baixos.


«A promoção do aleitamento materno é uma das formas mais eficazes de melhorar a saúde das nossas crianças. Tem também efeitos benéficos para as mães, família e comunidade», considera a DGS.
Em declarações prestadas ao JORNAL da MADEIRA, o pediatra Manuel Pedro confirma a importância do aleitamento materno.
As vantagens (ver texto em baixo) são muitas, conforme sublinha o médico madeirense.
Mas, infelizmente, «as mães não dão a importância que deveriam dar». Algumas «por culpa própria. Mas a maioria devido ao fato de, o seu dia-a-dia profissional, não permitir que tal aconteça.
Manuel Pedro é de opinião que é mais fácil tirar horas na função pública do que no sector privado. «As entidades patronais ainda não estão muito sensibilizadas para estas questões, sendo que são poucas as mães que conseguem tirar horas para ir a casa amamentar as suas crianças», afirma o pediatra.
Desde modo, tal como a nível nacional, e muito embora não disponha de números estatísticos, o pediatra é de opinião que o número de mães na Madeira que opta pelo aleitamento materno é muito reduzido.
«A percentagem de mães que dá peito não é aquilo que seria desejado pelas entidades responsáveis pelo sector da Saúde», refere o médico, o qual rejeita que a causa deste pouco interesse esteja na falta de informação.
«Os médicos, os centros de saúde, os hospitais informam, mas o que acontece é que ou as mães não querem ou não podem por várias razões».

Leite materno faz com que criança tenha maior capacidade contra infecções

O leite materno está permanentemente adaptado às necessidades das crianças. «Conforme os dias vão passando, as necessidades dos bebês vão variando.
Essa situação tem uma variação correspondente relativamente ao leite materno, o que não acontece com o leite artificial», refere o pediatra Manuel Pedro, quando questionado sobre os benefícios do aleitamento materno.
Manuel Pedro refere ainda que, para, além disso, o leite materno tem uma série de constituintes que fazem com que a criança tenha uma maior capacidade de defesa contra infecções.
Há ainda a registrar que o ato de amamentação «faz com que o relacionamento entre mãe e filho, seja muito mais estreito do que quando se proporciona o aleitamento artificial».
Por tudo isto, o médico apela às mães e futuras mães para que, sempre que possível, optem pela amamentação. Estão, no seu entender, «a promover a saúde da criança, assim como o estreitamento da relação com o bebê. Só tem vantagens».
O pediatra admite, contudo, que há situações em que a mãe não pode dar de amamentar não só por questões profissionais como até por algum problema de saúde, daí que defenda que também não é preciso dramatizar.
«É verdade que o leite materno é muito melhor que o artificial, mas quem não pode, não pode», finaliza.

Hora de dar de mamar é sagrada

«Enquanto puder, vou amamentar o meu filho», conta Nélia Maria. Esta mulher foi mãe aos 35 anos. O bebê já completou um ano, mas ainda faz algumas refeições à base do leite materno. Os primeiros meses, esses foram passados única e exclusivamente com o leite da mãe.
Nélia Maria conta que, muitas vezes, «pensava que o meu leite não era suficiente para lhe matar a fome. Mas, sempre que ia ao pediatra, o bebê tinha aumentado de peso pelo que o médico sugeria que continuasse».
Nélia Maria foi continuando a estimular a criança, sendo que se sente muito orgulhosa por pertencer ao grupo das poucas mulheres que conseguem «amamentar as suas crianças». Admite, contudo, que em termos profissionais não foi fácil. «O patrão nunca disse que não, porém o trabalho é tanto que ando sempre a correr e o que faço, muitas vezes, é que tiro o leite para um biberão, deixo-o com a minha sogra e ela dá ao bebê. Eu nem sempre tenho tempo para ir a casa». Nélia Maria diz que se sente mais próxima da criança no ato de amamentar, considerando que a hora de comer é sagrada.


Última atualização: 21/1/2011

 

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