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AMAMENTAÇÃO na ATUALIDADE

Por: Veridiana Castadelli do site A Família Cresceu

Amamentação dicas práticas

 

 

 
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A amamentação é outra etapa muito importante para a vida dos pequenos e das mamães e como envolve uma série de mitos, cuidados e medos, o melhor a fazer é se informar e se preparar desde o início da gravidez.

Todos sabem que amamentação é fundamental, mas, antes de embarcar nessa jornada, vamos definir os conceitos.

Primeiro, amamentação e aleitamento são coisas diferentes. Segundo o Dr. Marcus Renato de Carvalho, professor de Pediatra da UFRJ e Especialista em Amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant, amamentação é o ato da nutriz (mãe) dar o peito e o lactente (bebê) mamar diretamente. Já aleitamento materno são todas as formas do lactente receber leite humano ou materno, e o movimento social para a promoção, proteção e apoio a esta cultura.

Ainda de acordo com o especialista, que gosta de se definir como “pai da Clara e da Sophie”, gestação, parto e amamentação são as fases mais importantes de vida de uma mulher, mas nem sempre são vividas de modo prazeroso. “Apesar do conhecimento incontestável do valor do leite humano e dos benefícios do aleitamento para a mulher que amamenta, o desmame precoce é ainda bastante comum, mesmo aquelas com acesso à informação. Uma das inúmeras causas é que muita gente pensa que a amamentação é instintiva, inata. Na verdade, o aleitamento é uma habilidade que precisa ser resgatada e uma prática que precisa ser apoiada”, diz Dr. Marcus.

Na verdade, apesar de todos os programas de incentivo e conscientização da importância deste ato, segundo um relatório divulgado em 2005 pelo UNICEF, a taxa mundial de aleitamento exclusivo (sem complementação) em crianças com até quatro meses de vida é de 35%. No Brasil, os bebês são amamentados exclusivamente com leite materno, em média, por 23 dias.

As hipóteses para taxas tão baixas são muitas: a falta de informação ainda é uma delas, pois muitas mães acreditam que leites artificiais podem substituir totalmente o materno. Outro problema comum é o fato da mãe ter que voltar a trabalhar quando a criança tem por volta de quatro meses de vida, o que interrompe a amamentação.

Mas o que muitas mães ainda não sabem é que estão protegidas pela lei nesse período, mesmo quando retornam da licença-maternidade. De acordo com o artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “...para amamentar o próprio filho, até que este complete seis meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a dois descansos especiais, de meia hora cada um. Quando exigir a saúde do filho, o período de seis meses poderá ser dilatado a critério da autoridade competente”.

 

O perfil da mulher que deixa de amamentar seu filho também gera um problema de saúde pública: geralmente são mulheres de baixa renda e que trabalham sem carteira assinada (e por isso não têm seus direitos garantidos pela CLT), justamente as mães dos bebês que correm mais risco de apresentar um problema de saúde decorrente da desnutrição.

Outro ponto que favorece o desmame precoce é a falta de experiência e de informações sobre a forma de amamentar (como amamentar, qual a posição correta etc), que desmotiva a mamãe a insistir em dar o peito a seu filho. “Muitas vezes a mãe sente dor e desconforto e, aí, por falta de estímulo e suporte familiar, ela acaba aderindo à mamadeira”, explica Dr. Marcus, que esclarece as dúvidas mais comuns das mulheres:


Por que amamentar?

Quando a mulher está amamentando são mobilizados diversos recursos do seu próprio organismo que aceleram a recuperação pós-parto. O corpo volta mais rapidamente ao normal (a amamentação queima mais de 500 calorias por dia), principalmente o útero. A mulher perde menos sangue e, com isso, reduz as chances de ter anemia. Além disso, a mãe que amamenta tem menos depressão pós-parto, câncer de mama e de ovário e osteoporose.

E para a criança, quais são os benefícios?


O leite de mãe é o melhor alimento para a criança, especialmente nos primeiros 6 meses de vida. A amamentação protege o bebê de diabetes, da doença celíaca, de infecções respiratórias, alergias, diarréia, infecções urinárias, obesidade, hipertensão, cáries, má oclusão dentária, entre outras.
Além disso, ao amamentar o seu pequeno, a mãe promove o fortalecimento dos vínculos afetivos e faz com que seu bebê se sinta mais amado e protegido. E isso será importante para o desenvolvimento dele.

Sou mãe de múltiplos, o que faço?

Amamentar mais de um bebê ao mesmo tempo é absolutamente possível. A facilidade de realizar o aleitamento depende da motivação da mãe, do apoio social que ela recebe e, possivelmente sua capacidade de organização. Os mesmos princípios básicos aplicados para o filho único também devem ser adotado nos gêmeos, por exemplo.
Algumas mamães descobrem que amamentar simultaneamente é o melhor que elas podem fazer e é a opção preferencial quando os bebês são pequenos e mamam freqüentemente. No entanto, algumas mães de múltiplos acham que é importante que cada bebê mame separadamente até que fiquem grandes para que suas necessidades e ritmos sejam mais individualizados.

Meu leite pode ser fraco?

Não, o seu leite não é fraco! Para se ter uma idéia, atualmente já foram descobertos mais de 300 componentes do leite materno: todos os nutrientes necessários para o bebê, além de anticorpos (ou imunoglobulinas), hormônios, enzimas e células brancas de defesa.

O Colostro, o "leite dos primeiros dias" pós-parto, também é um grande aliado: contém quase 3 vezes mais proteínas que o leite maduro. Grande parte destas proteínas são Imunoglobulina A - IgA, por isto, o Colostro também é chamado de 1a. vacina.

Qual a posição correta para amamentar?

É importante que a mãe encontre uma posição relaxada e confortável, na qual o bebê fique tranqüilo e mame bem. Para que o bebê sugue o leite de forma adequada, ele deve abrir bem o boca, pegar a maior parte da aréola (parte escura do peito) e ficar numa posição em que o seu corpo fique voltado totalmente para o corpo da mãe (barriga com barriga).

Quanto tempo deve durar cada mamada?

Depende de cada bebê. Ele deve esvaziar a primeira mama oferecida, para depois passar para a segunda mama e ficar o tempo que quiser. Na mamada seguinte, oferecer o seio que ele mamou por último, e seguir a mesma orientação. Nas primeiras semanas as mamadas podem durar de 15 a 20 minutos em cada mama, já aos 3 meses, de 3 a 5 minutos.

Do outro lado da história, estão os bancos de leite humano, que trabalham para garantir que os filhos de mães que não têm leite (bebês prematuros), ou, nos casos em que o leite é insuficiente (por nervosismo e situações de forte estresse), possam se manter bem alimentados e saudáveis.

De acordo com a enfermeira supervisora do Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, Joana Saioko Watanabe Kuzuhara, o Brasil possui hoje a maior rede de bancos de leite do mundo, mas a situação dos BLH é muito difícil. “Em fevereiro, tivemos 49 doadoras, o que corresponde a 83 litros de leite. Para atender apenas a demanda interna da maternidade, dos prematuros que temos aqui, precisaríamos de, pelo menos, o dobro do volume de leite”, diz a enfermeira.

Para ser doadora, a mulher precisa necessariamente estar amamentando o seu filho, ser saudável, ter feito o pré-natal corretamente e não fazer uso de medicamentos que possam ser absorvidos e encontrados no leite. Mamães de múltiplos também são bem-vindas, desde que se enquadrem nestas condições. Aprovada nesta etapa, a mãe vai receber uma equipe na sua casa que vai orientá-la sobre como fazer a coleta e congelar o leite.O BLH também fornece os vidros esterilizados e material descartável (máscaras, luvas etc) para que a mamãe evite a contaminação. Semanalmente todo o leite coletado é recolhido por estas equipes com o apoio do corpo de bombeiros.

Quando chega ao BLH, o material passa pela pasteurização a uma temperatura de 62,5 graus por 30 minutos. Após o resfriamento, o leite passa por um controle de qualidade físico-químico e microbiológico. Nesta etapa, os profissionais fazem o levantamento da quantidade de gordura do leite e encaminham o produto de acordo com a necessidade de cada bebê.

Uma coisa interessante que descobri é que o leite é ofertado para os bebês em copinhos e não em mamadeiras, para não desestimular que o bebê pegue o peito da mãe.

A doação é gratuita, e as mamães podem ficar despreocupadas, porque, além de ajudar outros pequenos com o excedente do seu leite, seu bebê será favorecido, pois quanto mais ela doa, mais o seu corpo é estimulado a produzi-lo.

Algumas dicas para uma amamentação tranqüila:

- Inicie a amamentação o mais breve possível, assim que a criança estiver bem acordada, pois neste momento o instinto de sugar será muito forte. Mesmo que você ainda não esteja produzindo leite, suas mamas contêm o Colostro, um líquido fino que possui anticorpos contra doenças;

- A boca do bebê deve estar bem aberta, e o mamilo (bico do peito) introduzido nela o mais profundamente possível. Isto diminui o desconforto para as mamães e melhoram a sucção do pequeno;

- Amamente sempre que o bebê solicitar. Os bebês que mamam no peito têm fome com mais freqüência do que aqueles alimentados com leites artificiais, porque o leite materno é digerido mais facilmente;

Para as mamães de múltiplos, aí vão as dicas do Dr. Marcus:

- Amamentar dois simultaneamente costuma dar certo, especialmente quando os bebês são pequenos e tendem a solicitar o seio no mesmo horário. Mais tarde, eles podem ser amamentados separadamente, levando-se em consideração a fome e as necessidades de cada um;

- Use vários travesseiros para sustentar e apoiar bem os pequenos durante as mamadas. Existem no mercado almofadas especiais para ajudar mães de múltiplos – são em formato de “U”, 180 graus;

- Evite "designar" um peito para cada bebê. Ao invés disto, periodicamente mude os seios em cada mamada, fazendo com que eles mamem nos dois lados. Esta técnica equilibra as necessidades individuais de leite e aumenta os estímulos visuais;

- Entenda que existem diferenças individuais nas formas de se alimentar, dormir e padrões de eliminação entre os bebês, mesmo que eles sejam fisicamente idênticos.

Uma outra dica muito boa é visitar o site www.aleitamento.org.br, do Grupo Origem, de Olinda, que traz dicas valiosíssimas (inclusive uma seção dedicada às mamães de múltiplos, além das dúvidas mais freqüentes, estatísticas, dicas de hospitais, pesquisas, artigos, campanhas que promovem o aleitamento, sexualidade, entre outros). O Grupo Origem é uma ONG, formada em 1988, que trata somente sobre aleitamento e tem também um blog http://www.grupoorigem.blogger.com.br

Contatos:

Dr. Marcus Renato de Carvalho – (21) 2249-0312 - www.aleitamento.com

O Ministério da Saúde torna disponível uma lista de banco de leite humano no site www.redblh.fiocruz.br.

BLH Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros – (11) 6693-4376

Instituto Fernandes Figueira - Avenida Rui Barbosa, 716 – 1º andar – Flamengo – RJ – RJ
Tel: 21 2553-0052 ramal 5102 ou 0800268877

Grupo Origem - Avenida Beira Mar, 3661/ 18 - Casa Caiada - Olinda - (81) 3432-770

 
 


Última atualização: 5/7/2011

 

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